Lar & Labor

Exposição fotográfica

11 e 12 de março de 2022 em Goiânia-Goiás

Por Nayla Moura.

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A criação de uma exposição é um desafio gostoso de ser vivido. Aliás, vivenciar o que outrora estava somente no campo do imaginário é muito gratificante. Não é algo simples, muito menos possível de ser feito sozinha. 

Pela primeira vez tive o privilégio de ver registros feitos por mim, impressos para serem vistos por várias pessoas. Que riqueza ver uma obra autoral se materializar!

O processo de criação começou antes que soubesse que essa exposição existiria...


Em 2020 fotografei um casal de amigos muito especiais e no ensaio registrei um pouco do cotidiano deles em realidade de Pandemia da Covid 19. Nisso registrei suas rotinas em home office e com isso arquivei no meu acervo de fotografias. 

Depois de ter recebido o convite para fazer a exposição, propus a um amigo, dono de uma marca autoral de roupas e peças esportivas e casuais, para ser fotografado em sua rotina de trabalho em casa. A partir disso, criei meu acervo para fazer a seleção das fotografias que iriam ser expostas. 


O título “Lar & Labor” veio diretamente do significado e do que é vivido com o Home office. Uma exposição artística e reflexiva acerca da extensão que diversas casas brasileiras criaram para receber o trabalho. O lar e o labor dividindo espaço. A liberdade e a subordinação em um mesmo lugar. A casa com um novo significado. O trabalho recebendo uma nova maneira de ser feita. Consequentemente, novas formas de dialogar com o mundo e de ser sujeito.

O convite veio da Coordenadora do Curso de Psicologia do Centro Universitário Alves Faria - Herica Landi. Conseguir um espaço para mostrar minha fotografia como arte e como linguagem que dialoga com quem vê, foi significativamente importante. A exposição esteve inserida em um evento de Psicologia Organizacional e do Trabalho e por isso, o tema e a narrativa da exposição perpassou em coerência com a proposta do evento.

Como fotógrafa e psicóloga me realizei. Uma ciência e uma arte se encontraram, para se aproximar às realidades dos sujeitos no mundo. Um encontro que me instiga e que a partir de mim, houve abertura para serem dialogadas.

Meus agradecimentos são muitos e irão ressoar continuamente à essas pessoas que foram tão importantes para que isso se tornasse realidade. À Deus, que me faz ver, tocar, sentir e criar coisas boas e belas da forma mais livre na certeza que a grandeza da vida foi me dada apesar de mim. Ao meu amado companheiro de vida, Jhon, a qual incentivos e apoio ditos e não ditos foram essenciais. À Coordenadora Herica Landi por essa oportunidade que marcou minha carreira como artista e como psicóloga. Ao Matheus Sena que permitiu ser registrado para essa exposição. Aos muitos amigos e amigas que se alegraram comigo nessa conquista! Muito obrigada! 

“Tudo o que é humano testifica do que é humano, pois o que é humano nunca é neutro, vazio.”


Rookmaaker, 2010.